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Lima Barreto (1881-1922)

Né Afonso Henriques de Lima Barreto. Ses déboires familiaux, sa mère meurt lorsqu’il a sept ans et il se retrouve dans un hospice de fous, son complexe racial, il est un métis d’humble origine, font de lui un alcoolique précoce, motivant souvent son internement. Journaliste puis fonctionnaire, grand lecteur de romans russes et français, il s’enthousiasme pour la révolution d’Octobre et devient un socialiste militant, auteur de manifestes et d’écrits engagés. Les romans et les nouvelles de ce « Gogol de faubourg sud-américain » où apparaissent tous les thèmes du roman citadin sont d’impitoyables critiques parfois maximalistes d’une société qu’il juge ratée : une République oligarchique et arrogante, une urbanisation à outrance, l’effrayante réalité des humbles et des pauvres, la discrimination raciale... mais aussi l’émancipation des femmes, et l’avènement du football. Triste fin de Policarpo Quaresma (1916), est l’histoire d’un homme idéaliste et chauvin dont les projets se heurtent à l’indifférence et à l’incompréhension. Roman réaliste par le thème (la critique sociale et politique, la description de la banlieue populaire) et par la forme (l’utilisation du langage parlé et du style journalistique), il annonce le roman social des années trente. Son cycle littéraire s’achève par la poignante description des humiliations subies par une femme de couleur (Clara dos Anjos, 1923) et la chronique (inachevée) d’un asile de fous (O cemitério dos vivos).

Son œuvre exprime l’amertume et la révolte d’un homme de couleur contre l’injustice sociale dont il a été victime. La littérature est une arme de combat contre la sottise et les préjugés, il a su peindre le monde petit-bourgeois des faubourgs de Rio, le milieu des hommes de lettres et des politiques.

Lima Barreto (1881-1922) foi escritor e jornalista brasileiro. Filho de pais pobres e mestiços sofreu esse preconceito em toda sua vida. Logo cedo ficou órfão de mãe. Estudou no Colégio Pedro II e ingressou na Escola Politécnica, no curso de Engenharia. Seu pai enlouquece e é internado, obrigando Lima Barreto a abandonar o curso de Engenharia. Para sustentar a família, empregou-se na Secretaria de Guerra e ao mesmo tempo, escrevia para vários jornais do Rio de Janeiro. Ao produzir uma literatura inteiramente desvinculada dos padrões e do gosto vigente, recebe severas críticas dos letrados tradicionais. Explora em suas obras, as injustiças sociais e as dificuldades das primeiras décadas da República. Com seu espírito inquieto e rebelde, Lima Barreto entrega-se ao álcool.

Afonso Henrique de Lima Barreto (1881-1922) nasceu no Rio de Janeiro no dia 13 de maio. Filho de Joaquim Henriques de Lima Barreto e Amália Augusta, ambos mestiços e pobres. Sofreu preconceito a vida toda. Seu pai era tipógrafo e sua mãe professora primária. Logo cedo ficou órfão de mãe.

Lima Barreto estudou no Liceu Popular Niteroiense e concluiu o curso secundário no Colégio Pedro II, local onde estudava a elite litrária da época. Sempre com a ajuda de seu padrinho, o Visconde de Ouro Preto, ingressou na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde iniciou o curso de Engenharia. Em 1904 foi obrigado a abandonar o curso, pois, seu pai havia enlouquecido e o sustento dos três irmão agora era responsabilidade dele.

Em 1904 consegue emprego de escrevente copista na Secretaria de Guerra, ao mesmo tempo que colabora com quase todos os jornais do Rio de Janeiro. Ainda estudante já colaborava para a Revista da Época e para a Quinzena Alegre. Em 1905 passa a escrever no Correio da Manhã, jornal de grande prestígio.

Em 1909 Lima Barreto publica o romance "Recordações do Escrivão Isaías Caminha". O texto acompanha a trajetória de um jovem mulato, que vindo do interior sofre sérios preconceitos raciais. Em 1915 escreve "Triste Fim de Policarpo Quaresma", e em 1919 escreve "Vida e Morte de M.J.Gonzaga de Sá". Esses três romances apresentam nítidos traços autobiográficos.

Com uma linguagem descuidada, suas obras são impregnadas da justa preocupação com os fatos históricos e com os costumes sociais. Lima Barreto torna-se uma espécie de cronista e um caricaturista se vingando da hostilidade dos escritores e do público burguês. Poucos aceitam aqueles contos e romances que revelavam a vida cotidiana das classes populares, sem qualquer idealização.

A obra prima de Lima Barreto, não perturbada pela caricatura, foi "Triste Fim de Policarpo Quaresma". Nela o autor conta o drama de um velho aposentado, O Policarpo, em sua luta pela salvação do Brasil.

Afonso Henriques Lima Barreto com seu espírito inquieto e rebelde, seu inconformismo com a mediocridade reinante, se entrega ao álcool. Suas constantes depressões o levam duas vezes para o hospital. Em 01 de novembro de 1922 morre de um ataque cardíaco.

 

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